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19/02/2010 12:17

Diário do Grande ABC: Erro nos cálculos faz segunda parcela do IPVA ficar mais barata em São Paulo

Secretaria da Fazenda confirmou o erro que fez a parcela de fevereiro do imposto ser menos que o valor pago em janeiro

Os contribuintes paulistas têm se surpreendido na hora de quitar a segunda parcela do IPVA (Imposto de Propriedade de Veículos Automotores): o valor do tributo está bem menor do que o pago em janeiro. A Secretaria da Fazenda do Estado confirma que erro nos cálculos do imposto enviado pelo correio fizeram com que o valor fosse revisto e encolhesse.

 

A situação causou saia-justa para alguns contribuintes que na hora de efetuar o pagamento detectaram a diferença na cobrança. Há o caso de uma motorista que recebeu a segunda parcela no valor de R$ 354,41. Mas na hora de fazer o pagamento no caixa eletrônico, digitando o Renavam, apareceu o montante de R$ 177,77. Sem saber o que fazer, ela consultou o site da Fazenda, que informou outro valor, R$ 266,09.

 

Após inúmeras tentativas de pagamento, a contribuinte ligou diretamente na ouvidoria da Fazenda (pelo telefone 0800 170 110) e pediu informações sobre qual valor acatar. Lá foi orientada a pagar o menor valor. De acordo com a ouvidoria, a diferença do valor cobrado era de R$ 300 e, como ela pagou a mais na primeira parcela, houve o desconto na segunda e terceira prestações.

 

Segundo o especialista em direito do consumidor, Arthur Rollo, quem estiver em situação semelhante deve pagar a menor tarifa. "Como o problema ocorreu por conta do tributador, o ônus de uma complementação de quantia não poderia ser cobrado da contribuinte. O problema é que tudo funciona diferente quando o credor é o Estado", afirma o especialista.

 

Quem tiver pago o valor integral em janeiro e achar que foi lesado também pode pedir a devolução dos valores na Justiça. "Receber de volta é uma epopéia, mas pode ser feito no Juizado Especial Cível", explica Rollo.

 

Procurada, a Secretaria da Fazenda não informou, quantos paulistas foram tributados com valores incorretos.

 

Fonte: Diário do Grande ABC